HISTÓRIA INACABÁVEL
Tudo o que Celeste podia enxergar era uma estante velha, caindo aos pedaços, e uma cadeira, com livros surrados de antigos em cima.
Ela estava numa espécie de sala, meio que antiga e suja, com restos de outros móveis, e revistas de décadas atrás jogadas pelo chão. A menina se levanta do chão onde estará desmaiada e logo vai ver como o dia estava lá fora. Mas no momento em que ela olha pela janela, ela não vê nada, absolutamente nada. Ao olhar pela janela, Celeste tinha uma vaga memória de algo que ela jamais pudera lembrar novamente, era como se sua memória tivesse sido alterada, e tudo o que restou foi uma vaga lembrança de tudo.
Não demora muito para a garota entrar em desespero, no pequeno espaço que ela estava, não havia portas, e o único meio que ela pensou que pudesse escapar era pela janela, mas quando seus olhos batiam para além daqueles quadriculados de vidro, ela se lembrava de algo, algo que provavelmente foi apagado de sua memória.
Celeste abre um dos livros que estaria em cima de uma velha cadeira de madeira, e era sobre uma garota, que se deparou com situações onde qualquer um acharia impossível supera-las, mas mesmo assim encontrou um jeito para conseguir escapar daquilo. O segundo, era sobre uma flor, e essa flor todos os dias crescia mais, não de uma forma normal, mas de uma forma selvagem, todos os dias a flor aumentava cinco centímetros em seu comprimento, e a cada dia, a cada vez que a flor ficava mais longa, mais dor Rudy sentia. Até que um dia, o garotinho pegou uma tesoura e cortou a raiz da planta de uma só vez. O garotinho morreu, por que ele não podia se livrar de seus problemas sem tentar resolve-los da maneira correta. O último livro, era completamente em branco, e em quanto a menina estava folheando o livro, uma caneta caí de seu meio, e na hora ela saca que ela teria que escrever alguma coisa, e assim fez. Pegou a caneta no chão e escreveu.
“Neve com sabor de chocolate”
Imediatamente começou a nevar, mas ela não conseguia tocar a neve. Então ela arrancou a página, e imediatamente a neve sumiu. Ela começou a escrever uma história, só por curiosidade, e a cada vez que ela acrescentava uma palavra, seus personagens executavam em sua frente, mas como uma peça, como um filme, e ainda sim ela não podia tocá-los. A menina se deu conta que ela não conseguiria sair daquilo, e então seu único passa tempo virou escrever, e por toda a eternidade ela passou escrevendo, e a cada nova manhã, mais páginas em branco surgiam no tal livro, um livro que talvez nunca seria terminado.
- Gustavo Paschevitz
:D